Aeroportos
Estadisticas y contadores web gratis
Estadisticas Gratis
Lojas
Serviço de Bordo
Manutenção
Dados Gerais
Propaganda
Aeronaves
História
Helio Smidt
Página Inicial
O que é o Avião
 
Santos Dumont
Pessoal

Helio Smidt

Um homem de iniciativa

Nos idos de 1945, recém-chegado à empresa, Helio Smidt recebeu a tarefa de viabilizar economicamente a pioneira linha aérea que ligava Porto Alegre à cidade de Rio Grande. Sem carga de retorno, o jovem chefe do departamento de vendas imaginou transportar filé de linguado congelado para a capital gaúcha. A iniciativa teve êxito e com ela nasceu uma carreira promissora.

Convocado para a Varig aos 20 anos de idade por seu tio, o legendário presidente Rubem Berta - o homem que consolidou internacionalmente a empresa -, Smidt deixou o emprego que tinha na Nestlé, para ganhar um salário de 170 mil-réis - a metade do salário mínimo na época. Smidt sentiu-se naturalmente tentado a tirar o brevê de piloto. Surpreendido por Berta, foi obrigado a interromper o curso e ainda levou um pito: "Você acha que eu lhe trouxe aqui para pilotar avião? Pare imediatamente de voar." Aí se encerrou sua experiência nas cabines de comando.
Página seguinte
Presidente da Varig entre 1980 e 1990

Transferido para o Rio de Janeiro, em 1946, Smidt iniciou uma carreira administrativa difícil - prolongada e silenciosa, como é tradição entre os executivos da Varig. Em 1950, foi transferido para São Paulo, tornou-se diretor regional em 1957 e onde morou por dezoito anos. De volta ao Rio em 1961, foi galgando progressivamente os degraus da empresa, até a posição de diretor de administração e controle do conglomerado formado com a aquisição da Real e outras empresas de menor porte. Posteriormente, acompanhou a incorporação das rotas da Panair, com os aviões da companhia assumindo os vôos para a Europa num prazo de 24 horas.

O afastamento de Eric de Carvalho, vitimado por um derrame cerebral, levou Smidt à presidência em abril de 1980, e ao comando de 17200 funcionários. " A comunicação abalou os meus alicerces", chegou a confessar. "Com o mercado em baixa, passageiros e cargas diminuindo, senti que era o mesmo que ter um saco e não ter a farinha." Mas foi com ele à frente que a Varig consolidou a sua frota de wide-bodies, com a compra de dez DC-10, três Jumbos e um Airbus. Comprou mais três Jumbos à Boeing, financiados pelos japoneses, o Boeing 747-300, com maior número de assentos no convés superior (upper deck), além do Boeing 737-300 e Boeing 767. A frota tornou a Varig a 16a empresa do mundo em quilômetros voados.

Casado com Dona Norma, Smidt teve uma filha única, Eliana, e um neto, Roberto. Afastado da ribalta onde se movimentam tantos empresários brasileiros, discreto em suas aparições e adepto do jogging, que praticava no aterro do Flamengo, ao som de blues de seu walkman, Smidt não se perturbava quando os veteranos Electras passavam por cima de sua cabeça: "Esse avião é como vinho", dizia ele. "Quanto mais velho, melhor."

Em reconhecimento aos serviços prestados ao país, Helio Smidt foi homenageado com a ordem do Rio Branco no grau de comendador, entre outras condecorações. Em 1981, foi eleito o homem de vendas do ano, pela ADVB. Hoje, a avenida de ligação do aeropoto de Guarulhos, em São Paulo, foi batizada com seu nome. Helio Smidt faleceu aos 65 anos, em 11 de abril de 1990.
Destaques da Imprensa

Helio Smidt foi responsável por introduzir no Brasil a aeronave Boeing 747, na época, o maior avião comercial de transporte de passageiros do mundo.

Voltando a morar no Rio de Janeiro, Helio Smidt descobriu que sofria de câncer. Então iniciou uma série de viagens aos Estados Unidos a fim de buscar tratamento. Mas após exatos 10 anos na presidência da Varig, em 11 de abril de 1990 a doença o vitimou aos 64 anos. Helio Smidt faleceu no Memorial Sloan-Kettering Hospital, em Manhattan. Seu corpo foi trazido ao Brasil num DC-10-30 da empresa, pilotado pelo comandante Schubert.

Admirador incansável do avião Electra, a Varig lhe rendeu uma homenagem. Transportou seus restos mortais numa última viagem no seu avião predileto entre o Aeroporto de Guarulhos e Congonhas. Em seguida, durante seu enterro, uma formação de Electras sobrevoou o cemitério. Em sua homenagem, a Rodovia SP-019 que faz ligação ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos recebeu o seu nome.