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Novo Raio Laser
 
 
 
 
Novo Raio Laser

17 de junho de 1998

Em 1960, o cientista americano Theodore H. Maiman anunciou uma das maiores invenções do século: o primeiro aparelho de raio laser, sigla que, em inglês, significa amplificação da luz pela emissão de radiação estimulada. Hoje o raio laser é empregado em atividades tão diversas quanto medicina, computação, química, física e telecomunicações. Agora, um novo e largo passo foi dado nessa área. Uma equipe de cientistas anunciou na semana passada a criação de microlasers. Mil vezes mais potentes que o laser convencional, eles consomem menos energia e são bem mais fáceis de ser controlados. Para a humanidade, é um avanço e tanto. Com raios mais poderosos e precisos, será possível, por exemplo, fazer cirurgias ainda mais delicadas, baratear tarifas telefônicas e aumentar o tráfego da Internet de maneira radical.

Embora seja um raio de luz concentrado, o laser convencional é formado por ondas que se refletem de modo desordenado. Sua propagação se dá como ecos de voz dentro de uma igreja, o que desperdiça energia e diminui a eficiência do raio. O grande mérito dos pesquisadores da Universidade Yale e do Bell Labs, nos Estados Unidos, junto ao Instituto Max-Planck, da Alemanha, foi descobrir que essa amplificação da luz, sob um certo padrão de emissão, pode seguir caminhos mais disciplinados.


 
O microlaser experimental baseia-se em um novo emissor no formato de um cilindro, capaz de sofrer menos reflexão interna e ordenar a emissão dos raios. Em vez de ecos, o aparelho produz raios direcionados que chegam mais longe. É o mesmo efeito que se obtém com o som em uma concha acústica. Os microlasers são tão pequenos que centenas deles caberiam na cabeça de um alfinete. Embora bem-sucedido, o protótipo do microlaser ainda é uma máquina de laboratório, sem data para entrar em produção comercial.

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Laser é uma palavra que é formada a partir das palavras light amplification by stimulated emission of radiation, que juntas significam “amplificação da luz por emissão estimulada por radiação”. O laser possui características especiais como, por exemplo, ela ser monocromática, coerente e colimada, além de ter larga aplicação tecnológica e científica que vem se expandindo cada dia mais. A luz do laser além de ser monocromática, ou seja, constituída por radiações de uma única freqüência, é muito potente em razão da grande concentração de energia em pequenas áreas (pequenos feixes). O feixe de laser é muito potente, podendo ter brilho superior ao da luz emitida por uma lâmpada.

O físico Albert Einstein, no ano de 1916, lançou as bases para a criação do laser a partir das teorias de Max Plank. No entanto essas bases ficaram esquecidas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi em 1953, trinta e sete anos depois, que cientistas conseguiram produzir o primeiro laser, ou melhor dizendo, um dispositivo bastante similar a um laser, pois ele não tinha a capacidade de omitir ondas de forma contínua. Apesar de não ter sido o criador do laser, A. Einstein leva o crédito por ter sido o cientista que descobriu o efeito físico existente por detrás do funcionamento do laser, a emissão estimulada, essa que é a condição necessária para se ter o equilíbrio térmico da radiação com a matéria.

Em razão de suas características, o laser hoje é muito aplicado como, por exemplo, nas cirurgias médicas, em pesquisas científicas, na holografia, nos leitores de CD e DVD como também no laser pointer utilizado para apresentação de slides. Na indústria o laser de dióxido de carbono tem sido muito utilizado, pois possibilita um processo rápido de corte e solda de materiais. As aplicações do raio laser são inúmeras e tem se tornado cada vez mais diversificado, de forma que relacionar todas elas fica impossível.