Preceitos - Magazine Eletrônica
Preceitos - Magazine Eletrônica
Página Inicial
Índice
Cinema
Fotos Desktop
Tudo do Brasil
Arnaldo Jabor
Holocausto
Orient Express

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

 


Seus comentários e considerações sobre esta página:
 
Campos do Jordão - SP - Brasil
Pousada d'Ampezzo
Apartamentos com aquecedor a óleo, TV com controle remoto, rádio, telefone, frigobar e aquecimento central. Sala de jogos, sala de ginástica e estacionamento fechado. Ótima localização, a 4,5 km do centro. Brunch aos domingos com check-out às 15 hs.
Estadisticas y contadores web gratis
Oposiciones Masters
Lixeira Asiática
 
 
 
 
Lixeira Asiática

01 de abril de 1998

A China, o país mais poluído do mundo, começa a se preocupar com o custo econômico da sujeira

País mais populoso do mundo, a China se presta a comparações em grande escala. Nem todas fazem inchar o peito de orgulho. O crescimento econômico médio de 9% nas últimas duas décadas transformou o país no mais poluído do planeta. O ar respirado nas grandes cidades chinesas, diz um estudo do Banco Mundial, é provavelmente o pior da Ásia. A indústria estatal nunca se preocupou com equipamento antipoluição, e o esgoto é despejado nos rios sem tratamento. Estima-se que 60% dos chineses recebam em casa água contaminada por esgotos ou produtos químicos. Até pouco tempo atrás, o governo sustentava que controle ambiental é luxo de país rico. A prioridade chinesa era tirar o povo da pobreza. Essa postura está mudando porque Pequim descobriu que a poluição também custa caro.

Como o país tem no carvão sua principal fonte de energia, a concentração de partículas em suspensão no ar é cinco vezes maior do que a recomendada pela Organização Mundial de Saúde. O Banco Mundial diz que a má qualidade do ar nas grandes cidades causa a morte prematura de 178.000 chineses por ano e 1,7 milhão de casos de bronquite crônica. O custo em despesas médicas e horas de trabalho perdidas: 32 bilhões de dólares, quase 5% do PIB. O incontrolável aumento da população disseminou a poluição urbana para grande parte da zona rural. A irrigação indiscriminada esgotou o solo e reduziu a produtividade de 10% a 25%. Só a chuva ácida, provocada pela poluição industrial, causa perda anual de 2,8 bilhões de dólares à agricultura. "A falta de proteção ambiental é uma das poucas coisas que podem impedir a China de continuar crescendo por muito tempo", preocupa-se Li Yining, da equipe econômica do novo primeiro-ministro, Zhu Rongqi, que tomou posse há duas semanas.

Poluição do consumo
A abertura da China ao capitalismo melhorou a qualidade de vida e enriqueceu uma parcela da população, que se aproxima dos padrões internacionais de consumo. Eletrodomésticos e automóveis já fazem parte da lista de compras de muitos chineses. O lado perverso da mudança é o aumento do lixo (abandonado na periferia ou jogado nos rios) e do consumo de energia elétrica. Num círculo vicioso, Pequim planeja represar rios e alagar ecossistemas delicados para construir uma centena de usinas elétricas nos próximos dez anos. O número de veículos registrados cresce entre 12% e 14% ao ano há duas décadas, aumentando a poluição do ar.

O presidente Jiang Zemin chegou a copiar de países ocidentais uma legislação ambiental, em 1996, que nunca foi implementada. A tentativa de intervir numa indústria poluidora, no ano passado, gerou tantos protestos que o governo preferiu mantê-la em funcionamento. Não há, por enquanto, nenhuma chance de o governo chinês resolver o problema a curto prazo, visto que seria preciso reformar toda a estrutura produtiva erguida ao longo de décadas. Proteção ambiental efetiva significaria fechar milhares de fábricas e aumentar o desemprego, um custo social que a China não vê razão para bancar. Governos comunistas nunca deram muita atenção às preocupações com poluição ambiental. Em parte, isso se deve à falta de opinião pública pressionando por qualidade de vida. Depois da reunificação, a Alemanha precisou desativar dezenas de fábricas herdadas da antiga Alemanha Oriental simplesmente porque ficaria caro demais convertê-las para seus padrões de controle da poluição.

Cidade de Xangai