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Sem Fumaça
 
 
 
 
Sem Fumaça

09 de setembro de 1998

A técnica mais eficiente para abandonar o cigarro

Só a força de vontade não basta. A melhor maneira de parar de fumar é aliar os adesivos e reposição de nicotina a uma terapia de grupo. Abandonar o cigarro é o sonho de oitenta em cada 100 fumantes, mas apenas dois ou três conseguem livrar-se do vício apenas pela força de vontade.


 
Uma pesquisa feita pelo Grupo de Apoio ao Tabagista, GAT, do Hospital do Câncer de São Paulo, confirmou que o método mais eficaz para quem deseja largar o cigarro é uma associação das técnicas de reposição de nicotina, como os adesivos e as gomas de mascar, com uma psicoterapia de grupo, nos moldes dos Alcoólicos Anônimos. "É o tratamento que tem apresentado os resultados mais animadores", diz a psiquiatra Maria Tereza Cruz Lourenço, que trabalha com apoio aos fumantes no Hospital do Câncer. A terapêutica começou a ser testada no Brasil há dois anos, popularizou-se de um ano para cá e vem registrando uma taxa de sucesso superior à dos processos tradicionais. Dos fumantes que procuram o Hospital do Câncer em busca da cura do tabagismo, 30% conseguem parar utilizando esse método. No Hospital das Clínicas de São Paulo, o pioneiro no uso da terapia, esse índice chega a 40%. Todos os hospitais do câncer do Brasil mantêm programas do gênero, e o êxito de cada um deles sempre é superior aos 20% obtidos pelo grupo das pessoas que tentam parar de fumar através do método de reposição de nicotina sem o acompanhamento psicoterápico. Os tratamentos contra tabagismo custam cerca de 300 reais, o equivalente a 200 maços de cigarro. É barato. Os fumantes habituais gastam em cigarro muito mais do que isso durante um ano.

Adesivos

A nicotina é uma droga e nenhum adesivo ou qualquer outro tipo de repositor deve ser usado sem acompanhamento médico. Há casos de fumantes que os utilizaram por conta própria e tiveram problemas de náuseas e tonturas por ter sido expostos a quantidades da substância superiores às que estavam acostumados a consumir ao fumar. Além da necessidade de uma dose correta, o problema dos repositores de nicotina é que eles atacam a dependência, mas deixam o combate ao hábito de acender o cigarro por conta do próprio fumante. E quem fuma ou já fumou sabe como é difícil se livrar desse costume.

Combate ao hábito

Outros tratamentos, como o uso da acupuntura, apresentam taxas de sucesso elevadas nas primeiras semanas. Como não há um seguimento posterior, ninguém é capaz de assegurar por quanto tempo as pessoas submetidas a essa terapia se mantêm longe do cigarro. Na psicoterapia associada ao repositor de nicotina, o acompanhamento é minucioso. No primeiro mês, o fumante usa o adesivo e participa de sessões em que sua experiência é compartilhada com as de outras pessoas igualmente interessadas em abandonar o vício. Nessa fase, mais de 60% dos pacientes deixam de fumar. Depois, o repositor é abandonado, e as conversas prosseguem. Para ser considerado um ex-fumante, o paciente precisa passar um ano inteiro sem tocar em cigarro. Uma tragada é suficiente para seu caso ser considerado malsucedido. O importante, de qualquer forma, é tentar e, se não der certo, insistir. As estatísticas mostram que não existe fórmula milagrosa para quem deseja parar de fumar. Mas elas também indicam que a chance de êxito aumenta a cada tentativa.

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Aprovada lei antifumo em São Paulo
8/04/2009

Ontem foi aprovada a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados, como bares e restaurantes. Agora aos fumantes resta fumar em sua própria casa (e na de amigos fumantes) ou na rua. Ok, há ainda a brecha da lei que pelo menos permite o fumo em tabacarias – e pelo visto até o Bar do Seu Vital vai se tornar uma, em mais ou menos tempo.