Preceitos - Magazine Eletrônica
Preceitos - Magazine Eletrônica
Página Inicial
Índice
Cinema
Fotos Desktop
Tudo do Brasil
Arnaldo Jabor
Holocausto
Orient Express

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

 


Seus comentários e considerações sobre esta página:
 
Campos do Jordão - SP - Brasil
Pousada d'Ampezzo
Apartamentos com aquecedor a óleo, TV com controle remoto, rádio, telefone, frigobar e aquecimento central. Sala de jogos, sala de ginástica e estacionamento fechado. Ótima localização, a 4,5 km do centro. Brunch aos domingos com check-out às 15 hs.
Estadisticas y contadores web gratis
Oposiciones Masters
2001, a Infâmia
 
 
 
 
2001, a Infâmia

11 de fevereiro de 1998

Acusado de pedofilia, o escritor Arthur Clarke fica sem título do império britânico

Cultuado pelas visionárias obras de ficção científica, o escritor inglês Arthur C. Clarke criou um estilo de vida que parecia sintetizar o sonho do homem contemporâneo: sucesso material, acesso ao melhor da tecnologia através dos computadores para cuja popularização tanto contribuiu e o privilégio de morar num pedaço paradisíaco do Sri Lanka, o país do sul da Ásia onde se instalou há três décadas. O motivo dessa última escolha, tão exótica, ganhou explicações bem menos nobres na semana passada.


 
Em uma reportagem publicada pelo jornal inglês Sunday Mirror, o homem que se tornou mundialmente conhecido por 2001 Uma Odisséia no Espaço foi descrito como pedófilo e acusado de ter mantido relações sexuais com adolescentes. A exploração sexual de menores é prática comum no Sri Lanka, como em outros países asiáticos pobres, mas a denúncia causou escândalo. Por causa da reportagem, publicada um dia antes da chegada do príncipe Charles ao país, uma ex-colônia britânica, o escritor teve de desmarcar um encontro com o herdeiro do trono e não pôde receber o título de cavaleiro do império.

"Estou escandalizado com a reportagem e vou procurar um advogado", reagiu Clarke. Sofrendo de síndrome pós-pólio, doença que compromete os movimentos e o obriga a usar uma cadeira de rodas, o escritor está com 80 anos e disse que não mantém relações sexuais há vinte. Seu próprio irmão, Frederick, no entanto, declarou que Clarke pode ter se interessado por meninos há alguns anos. O jornalista cingalês Dayanade de Silva, homossexual e amigo do escritor, reproduziu uma suposta confidência: "Ele me disse que se sente atraído pelos meninos do Sri Lanka por causa de sua pele escura e do físico esguio".

Autor de cerca de oitenta livros, Clarke começou a ser respeitado em 1945, quando escreveu um artigo que é considerado a base teórica para os modernos satélites de comunicação. Oito anos depois, casou-se com a americana Marilyn Mayfield, mas a relação durou apenas seis meses. "Nosso casamento, desde o início, foi marcado por incompatibilidades", comentou. "Não sou um tipo casamenteiro, embora ache que todo mundo deva casar-se ao menos uma vez." Discreto em relação à sua vida particular, Clarke costuma dizer que nunca usou drogas nem ficou bêbado. Sobre sexo, certa vez, fez um comentário espirituoso. "Contanto que não façam na rua e assustem os cavalos...", disse, parafraseando a atriz inglesa Patrick Campbell. Ou as crianças, pode-se acrescentar, caso a denúncia se confirme.

Arthur C. Clarke nasceu em Minehead, 16 de dezembro de 1917, e faleceu em Colombo, 19 de março de 2008.

Prisioneira da paixão

Libertada em janeiro, depois de cumprir seis meses de prisão por haver cometido abuso sexual contra um de seus alunos, a professora primária americana Mary Kay LeTourneau, 36 anos, voltou para a cadeia na semana passada. O motivo: reincidência. A polícia de Seattle flagrou-a dentro de um carro em companhia do mesmo adolescente com quem manteve o tórrido romance que a levou à prisão. Casada e mãe de quatro filhos, Mary era uma professora querida na escola onde lecionava quando se entregou à louca paixão pelo menino, de apenas 13 anos. Do namoro proibido nasceu uma filhinha, hoje sob os cuidados dos avós paternos.

Mary foi reconduzida à cadeia por ter violado os termos de sua sentença, proferida em novembro. Cumprindo programa alternativo de tratamento para agressores sexuais, a professora estava proibida de encontrar o adolescente e agora poderá ter de cumprir, na prisão, o restante da pena, de sete anos. Os dois estavam "completamente vestidos", defende o advogado dela, David Gehrke. Os outros filhos de Mary mudaram-se para o Alasca com o ex-marido da professora.