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03 de fevereiro de 1999

Vestígio mais antigo de vida tem 3,7 bilhões de anos

Há 3,7 bilhões de anos, a Terra era um caldeirão infernal, repleto de vulcões ativos e constantemente bombardeado por cometas e meteoros. Quem poderia imaginar que, num mundo tão instável e perigoso, a vida já tivesse brotado? Essa é a grande surpresa de uma descoberta anunciada na semana passada por geólogos dinamarqueses. Ao estudar sedimentos dessa época em rochas da Groenlândia, pesquisadores do Museu Geológico de Copenhague encontraram vestígios de plâncton, uma forma de vida muito elementar e abundante nos oceanos.


Isso significa que a vida na Terra pode ser 200.000 anos mais antiga do que os cientistas imaginavam. Até então, os sinais mais remotos de atividade biológica no planeta eram de bactérias fotossintéticas de 3,5 bilhões de anos atrás. "São estruturas relativamente complexas, o que nos leva a crer que há uma longa cadeia evolucionária antes desses organismos", escreveu o geólogo Minik Rosing, chefe da equipe de pesquisadores, no artigo em que divulgou a descoberta na última edição da revista Science.

Encontrar vestígios de vida tão antigos é muito difícil. Estudar os dinossauros, por exemplo, é relativamente simples porque existem toneladas de fósseis desses animais em todos os continentes. No caso dos microrganismos com 3,7 bilhões de anos, não existem fósseis. Tudo que os cientistas conseguem observar são reações químicas desencadeadas pela atividade biológica. A pista encontrada pelos dinamarqueses foram isótopos de carbono, presentes nas rochas. Eles funcionam como impressões digitais, indicando que a vida passou por ali.

Dinossauros

Acredita-se que os Dinossauros surgiram em meados do período Triássico após uma extinção em massa onde 78% dos animais foram extintos, e surgiram como seres pequenos alguns carnívoros e outros herbívoros, começaram a superar outros répteis em competições por comida, tornando-se cada vez mais populosos e diversificados (surgindo muitas espécies novas e cada vez mais adaptadas ao meio). Entramos no período Jurássico onde os Dinossauros continuavam sua esplêndida evolução, agora já começam a aparecer dinossauros carnívoros de médio porte e para se defenderem os herbívoros tiveram que se adaptar, alguns se tornam enormes e outros tornaram-se verdadeiros tanques de guerra encouraçados (tem início uma corrida armamentista Mesozóica).

No período Cretáceo os Dinossauros tem o seu auge em diversidade de espécies e em tamanhos, surgem os magníficos Argentinossauros (maiores saurópodes que se tem notícia) , os aterrorizantes Terópodes gigantes como o Tiranossauro e o Giganotossauro (considerado o maior dos terópodes, ultrapassando o Trex em quase um metro). Mas como tudo no mundo tem seu início e seu fim os dos Dinossauros chegou no fim do período Cretáceo e a teoria mais aceita é a de que um meteoro atingiu a península de Yucatan no México causando a morte de 90% da vida vegetal e 70% da vida animal.