Preceitos - Magazine Eletrônica
Preceitos - Magazine Eletrônica
Página Inicial
Índice
Cinema
Fotos Desktop
Tudo do Brasil
Arnaldo Jabor
Holocausto
Orient Express


 
 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

 


Seus comentários e considerações sobre esta página:
 
Campos do Jordão - SP - Brasil
Pousada d'Ampezzo
Apartamentos com aquecedor a óleo, TV com controle remoto, rádio, telefone, frigobar e aquecimento central. Sala de jogos, sala de ginástica e estacionamento fechado. Ótima localização, a 4,5 km do centro. Brunch aos domingos com check-out às 15 hs.

Estadisticas y contadores web gratis
Oposiciones Masters
O Mundo é de Alá
O Mundo é de Alá

02 de junho de 1999

Com a conquista de católicos, o islamismo se transforma na maior religião do mundo

Uma revelação estatística paira sobre os preparativos para as comemorações dos 2.000 anos do cristianismo. A hegemonia da Igreja Católica Romana começará o novo milênio mais abalada do que nunca. A maior religião do mundo passou a ser o islamismo. O número de muçulmanos supera o de católicos romanos. O islã congrega 1,14 bilhão de fiéis. São 100 milhões de pessoas a mais que o rebanho do papa João Paulo II. Há várias razões para as mudanças ocorridas no ranking da fé. Não há religião que cresça no ritmo do islamismo - 16% a mais de crentes a cada ano. Há de se levar em conta que mais da metade dos muçulmanos vive na Ásia, onde as taxas de natalidade são muito altas. A maior parte dos católicos, por sua vez, se concentra na Europa, Estados Unidos e América Latina, onde o crescimento demográfico vem caindo nos últimos anos. Os fatores demográficos, porém, não explicam toda a força da expansão islâmica. Mesmo em países de forte tradição cristã cresce a presença muçulmana. Em 1970, havia na França apenas onze mesquitas. Quase trinta anos depois, os templos já somam mais de 1.000.


No início da década de 70, a Inglaterra contava com 3.000 muçulmanos. Agora, eles são 1 milhão. Até no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo, o Alcorão, livro sagrado do islã, atrai cada vez mais adeptos. Há quarenta anos a comunidade árabe possuía uma única mesquita. Hoje são 52 templos, espalhados por todo o país e freqüentados por cerca de 2 milhões de fiéis.

"O aumento do contingente nos países ocidentais ocorreu graças à adesão de ex-cristãos convertidos à fé islâmica", diz Faustino Teixeira, professor de ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora. "A conquista de novos adeptos alavancou a liderança muçulmana." Duas vezes por dia o computador do corretor de seguros Paulo Martins emite um pequeno sinal luminoso. Nesses momentos, ele interrompe o trabalho e ora. Em um tom quase inaudível, voltado para a cidade de Meca, na Arábia Saudita, Martins recita orações em árabe. Repete as preces cinco vezes por dia. Às sextas-feiras, ele reza em companhia de centenas de outros brasileiros em uma mesquita em São Paulo. Nascido em uma família de forte tradição católica, Martins, de 41 anos, abandonou suas origens e se converteu ao islamismo em 1995. "No catolicismo, sempre me senti distante de Deus", diz ele. "Com o islamismo, a aproximação com o sagrado não depende de terceiros. Quando eu rezo, falo diretamente com Deus."

O contato direto com Alá, sem intermediários - esse é um dos grandes trunfos do islamismo na conquista de cristãos para as fileiras muçulmanas. "A força do islã está no fato de que é uma religião extremamente acessível. Não há hierarquia, a fé pode ser praticada em qualquer lugar e não exige muito engajamento de seus adeptos", analisa o dominicano frei Betto. Os ensinamentos contidos no Alcorão têm força de lei. Os muçulmanos acreditam na ressurreição dos mortos, no inferno e no paraíso. Misericordioso, benévolo, perdoante, clemente, pacificador - o Deus do islã é um só, mas pode ser identificado por 99 adjetivos expressos no Alcorão. Um ditado repetido entre os fiéis diz que "Deus está mais perto de nós do que nossa veia jugular". São metáforas simples mas repletas de sentido místico e fascinantes para muitos. Muito mais atrativas e confortadoras do que a formalidade católica e a exaltação evangélica.

Desde 1979, quando a revolução iraniana, liderada pelo clero xiita, derrubou uma monarquia pró-Ocidente, o islã virou sinônimo de fanatismo e terrorismo. Os radicais existem, mas são minoria. Na Arábia Saudita, berço do islamismo, quem rouba tem a mão cortada. Quem mata injustamente é executado em praça pública. São resquícios de um radicalismo cada vez menos praticado. Hoje, a maioria dos países muçulmanos reconhece os direitos das mulheres. A elas já é permitido trabalhar fora. Os tradicionais véus que cobrem o rosto e a cabeça das mulheres convivem em paz com calças jeans e tênis da moda. Com a bênção de Alá.

Descrição do Islamismo

É uma religão e um projeto de organização da sociedade expresso na palavra árabe Islã, a submissão confiante a Alá (Allah, em árabe – Deus, ou “a divindade”, em abstrato). Seus seguidores chamam-se muçulmanos (muslimun, em árabe): os que se submetem a Deus para render-lhe a honra e a glória que lhe são devidas como Deus único. Maomé, fundador do islamismo, nasceu em Meca (na tribo árabe coraixita), no atual Reino da Arábia Saudita, em 570 da era cristã, portanto meio milênio depois de Cristo. Trabalhou como mercador e pregou a existência de um só Deus, Alá, Onisciente e Onipotente.

Se no cristianismo o verbo se faz carne, pode-se dizer que no islamismo o verbo se fez livro, porque o islamismo repousa num só livro: o Corão, que é a “palavra de Deus”. Livro sagrado do islamismo, o Corão (que significa recitação) é revelado a Maomé pelo arcanjo e redigido ao longo de cerca de 20 anos de sua pregação. É fixado entre 644 e 656 sob o califado de Uthman ibn Affan. São 6.226 versos em 114 suras (capítulos). Traz o mistério do Deus-Uno e a história de suas revelações de Adão a Maomé, passando por Abraão, Moisés e Jesus, e também as prescrições culturais, sociais, jurídicas, estéticas e morais que dirigem a vida individual e social dos muçulmanos.

Nota: A esposa de Abraão, Sara, tinha uma escrava chamada Asgar, a qual serviu Abraão e teve um filho chamado Ismael... Entretanto, Ismael, primogênito de Abraão, só é considerado como primeiro filho para os muçulmanos... Enquanto que para os judeus é considerado como primeiro o filho de Abraão com Sara, Isac...