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10 de junho de 1998 Nova pesquisa refuta estudo da Nasa sobre vestígios de vida em meteorito marciano

Um novo estudo divulgado na semana passada pela revista Science joga um balde de água fria numa das mais sensacionais descobertas do século. Cientistas da Universidade da Califórnia afirmam que os traços químicos encontrados num meteorito vindo de Marte não são resultado de ação biológica, como a Nasa anunciou há dois anos. Se a nova conclusão for correta, cai por terra a primeira evidência científica de que, pelo menos num passado remoto, já houve alguma forma de vida em outro planeta do sistema solar.


Depois de analisar o meteorito, a equipe californiana garantiu que os traços ali existentes são resultado de uma reação entre dióxido de carbono e ozônio da atmosfera marciana. Isso não bate com a afirmação dos cientistas da Nasa, de que eles seriam produzidos por atividades bacterianas. "Vida depende de água", explica Mark Thiemens, um dos autores do novo estudo. "Portanto, se foi um processo biológico, teria de haver resíduo de oxigênio que já foi água. Não é o que vimos lá."

O meteorito marciano é alvo de controvérsia na comunidade científica desde que a Nasa fez o anúncio bombástico. Até agora nenhum pesquisador independente concordou com a hipótese formulada pela agência espacial americana. Ninguém nega que a pedra, achada na Antártica anos atrás, seja mesmo de Marte. Acredita-se que ela foi lançada ao espaço depois do choque do planeta vermelho com um asteróide e vagou pelo espaço durante milhões de anos, até cair na Antártica. A Nasa mantém suas afirmações iniciais e diz que o novo estudo talvez não tenha analisado as mesmas estruturas observadas por sua equipe.

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Mais provas de vida bacteriana marciana encontradas num “meteorito marciano” (Nakhla)
14 de maio de 2009

A análise ao microescópio do meteorito marciano “Nakhla” revelou a existência de uma série de túneis microescópicos que são semelhantes a outros observados em materiais geológicos terrestres, nomeadamente em rochas contaminadas por bactérias que se alimentam de rochas. Os investigadores da “Oceanic and Atmospheric Sciences” da “Oregon State University” não conseguiram extrair DNA do meteorito, mas este é mais um indício que aponta para a existência de vida marciana num passado geológico recente.

Até ao momento foram encontrados cerca de 30 meteoritos marcianos. Estas rochas marcianas têm uma “assinatura” química única baseada nos gases que aprisionam no seu interior. Estas rochas foram ejectadas de Marte quando o planeta foi atingido por asteróides ou cometas. Após um percurso no Espaço, estes pedaços de Marte acabaram por tombar na Terra sob a forma de “meteoritos marcianos”. Este meteorito “Nakhla”, caiu no Egito em 1911 e teria 1,3 bilhões de ano de idade.

Meteorito marciano encontrado na Antártida
26 de julho de 2004

Um meteorito é um corpo sólido que entra na atmosfera da Terra (ou de outro planeta), sendo suficientemente grande para não ser totalmente destruído pela fricção com as partículas da atmosfera, e assim atingir o solo. Os meteoritos dividem-se em três categorias, segundo a sua composição: aerolitos (rochosos), sideritos (ferro) e siderolitos (ferro e rochas). Na Antártida, ANSMET, anunciou a descoberta de um novo meteorito marciano. Esta rocha, oficialmente designada por MIL 03346, com dimensões 10x6x5,5 cm e 715 g de peso, é um dos 1358 meteoritos colhidos pela ANSMET durante o verão austral de 2003-2004. MIL 03346 foi encontrado num campo de gelo no Monte Miller, nas Montanhas Transantárticas, a cerca de 750 km do Pólo Sul.

Os cientistas do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian Institution (EUA) envolvidos na classificação das descobertas da Antártida concluíram que a mineralogia, textura e natureza oxidada desta rocha são claramente marcianas. Até hoje, foram descobertos 12 meteoritos invulgares, cuja origem remonta, quase com certeza, a Marte. Marte é o quarto planeta do Sistema Solar, a contar do Sol. É o último dos chamados planetas interiores. O seu diâmetro é cerca de 50% mais pequeno do que o da Terra e possui uma superfície avermelhada, sendo também conhecido como planeta vermelho.