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Mar de Júpiter
Mar de Júpiter

11 de março de 1998

Fotos confirmam existência de um oceano em Europa

Evidências mais fortes do que nunca a respeito da existência de um oceano em Europa, uma das maiores luas de Júpiter, foram anunciadas pelos cientistas na semana passada. Fotografias tiradas pela sonda espacial Galileu, que em dezembro sobrevoou o satélite a uma altura de 200 quilômetros, mostraram sinais de que sob a crosta gelada, onde a temperatura desce a mais de 120 graus Celsius negativos, existe um oceano de água líquida. As fotos, divulgadas na semana passada pela Nasa, a agência espacial americana, são nítidas o suficiente para mostrar icebergs com diâmetro de 6 metros na superfície. Elas reforçaram nos cientistas a crença de que Europa é o corpo do sistema solar com as condições mais propícias para o desenvolvimento de vida extraterrestre. "A combinação de calor interior, água líquida e matéria orgânica caída de cometas e meteoritos indica que Europa tem os ingredientes-chave para o desenvolvimento da vida", disse James Head, professor da Universidade Brown e pesquisador das imagens da Galileu.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se que Marte era o lugar com maior probabilidade de ser encontrados vestígios de formas de vida. Agora, as atenções dos cientistas começam a se deslocar para outros planetas e satélites. Europa produz surpresas desde 1979, quando Júpiter e suas luas foram visitados pela sonda americana Voyager. A crosta congelada faz do satélite um dos objetos mais brilhantes do sistema solar. A análise das fotos da Galileu, com uma definição vinte vezes superior às da Voyager, está trazendo novos elementos que permitem aos pesquisadores entender o que existe debaixo de sua superfície congelada. As fotos revelaram a existência de vulcões que lançam lavas de gelo e neve, um sinal claro de que a água abaixo da superfície está em estado líquido. Sinais da água subterrânea de Europa aparecem também na Cratera Pwyll, aberta na crosta de gelo pela queda de um meteorito. As fotos mostram que depois da queda do meteorito a água transbordou para a superfície e congelou em seguida. A Galileu está circulando entre Júpiter e suas quatro maiores luas há dois anos e já enviou mais de 1.800 imagens.

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Júpiter é o quinto planeta a partir do Sol, e é o maior no sistema solar. Se Júpiter fosse oco, poderia caber mais de mil Terras dentro. Ele também contém mais matéria que todos os outros planetas combinados. Ele tem uma massa de 1,9 x 1027 kg e tem 142.800 quilômetros (88.736 milhas) de diâmetro no equador. Júpiter possui 16 satélites, quatro dos quais - Calisto, Europa, Ganimede e Io - foram observados por Galileo em 1610. Existe um sistema de anéis, mas que é muito tênue, sendo totalmente invisível da Terra. (Os anéis foram descobertos em 1979 pela Voyager 1.) A atmosfera é muito profunda, talvez compreendendo todo o planeta, sendo em termos, parecido como o Sol. Ela é composta principalmente de hidrogênio e hélio, com pequenas quantidades de metano, amônia, vapor d'água e outros componentes. A grandes profundidades dentro de Júpiter, a pressão é tão grande que os átomos de hidrogênio são quebrados e seus elétrons são liberados de forma que os átomos resultantes consistem-se de simples prótons. Isto produz um estado no qual o hidrogênio torna-se metálico.

Coloridas faixas latitudinais, tempestades e nuvens atmosféricas ilustram o dinâmico sistema meteorológico de Júpiter. As formações de nuvens mudam em horas ou dias. A Grande Mancha Vermelha é uma complexa tempestade movendo-se em direção horária. Na borda externa, a matéria parece girar em quatro a seis dias; próximo ao centro, os movimentos são pequenos e de direção praticamente aleatória. Uma cadeia de outras tempestades menores e redemoinhos podem se formar por todas as faixas de nuvens.

Dezesseis luas foram descobertas orbitando Júpiter. A maioria delas é relativamente pequena e parece ter sido mais provavelmente capturada que formada na órbita de Júpiter. Acredita-se que as quatro maiores luas, Io, Europa, Ganimedes e Calisto, foram formadas por agregação como parte do processo pelo qual Júpiter formou-se.


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