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A Vida dos Répteis
A Vida dos Répteis

Hábitat e distribuição

Os répteis são criaturas que se adaptam facilmente e têm evoluído para ocupar uma variedade de hábitats. Eles são encontrados em todos os continentes, exceto na Antártica. A maioria dos países tem pelo menos uma espécie de réptil terrestre. Os répteis estão em qualquer lugar, dos desertos secos e quentes às úmidas florestas tropicais. Eles são especialmente comuns em regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia, Austrália e Américas, onde temperaturas mais altas e a caça diversa lhes permitem desenvolver-se.
Os répteis ocupam uma grande variedade de hábitats. A iguana marinha das Ilhas Galápagos, por exemplo, se alimenta embaixo da água. Muitas espécies de cobras e lagartos residem nas árvores, enquanto outras preferem viver nas florestas, pântanos ou em terra aberta. Algumas espécies, como as tartarugas e as cobras marinhas, passam quase toda a vida no oceano. Espécies de lagartos marinhos, como a iguana marinha das ilhas de Galápagos, podem ficar a maior parte do tempo em terra, mas se alimentam embaixo d’água. Somente alguns paises (ilhas principalmente) não possuem répteis. Alguns lugares têm poucos tipos de espécies - a Nova Zelândia não tem cobras nativas, por exemplo, embora possua vários tipos de espécies de lagartos e seja o único hábitat da rara tuatara.
Como eles dependem do calor do meio ambiente, a distribuição da maioria dos répteis encontra-se limitada pela temperatura, por isso são menos comuns quando nos aproximamos dos pólos. Mesmo assim, graças à capacidade de hibernação, muitas espécies de répteis sobrevivem em áreas de invernos rigorosos ou em períodos de frio prolongado.

Regulagem de temperatura

Ao contrário da maioria dos animais terrestres que pode gerar calor corporal da energia que recebem dos alimentos, os répteis não podem gerar sua própria fonte de calor. Como são exotérmicos, eles precisam do calor externo do meio ambiente para manter a temperatura corporal estável. Muitas espécies passam longos períodos se aquecendo ao sol, muitas vezes aplanando seus corpos para aumentar a área da superfície que recebe calor.
Por não usarem energia das reservas alimentícias para se manterem aquecidos, os répteis têm muito menos energia do que os animais endotérmicos, como os mamíferos. Desta forma, eles podem manter uma taxa de metabolismo muito mais baixa e por isso são capazes de hibernar por longos períodos, sem precisar de comida para se manterem vivos - seus processos corporais internos podem ser diminuídos e fazer com que eles sobrevivam sem comida por vários meses.
Muitas espécies de cobras, lagartos, tartarugas e jabutis das regiões temperadas e desérticas se retiram para o subsolo durante o inverno, onde eles se protegem do gelo, buscando lugares mais aquecidos. Alguns cavam tocas, mas outras espécies utilizam as tocas feitas por outros animais ou cavidades nas bases dos tocos de árvores. Algumas espécies são conhecidas por hibernar em grupos grandes. As cobras cascavéis, por exemplo, formam grupos de hibernação que podem conter dúzias de indivíduos.

Dieta

A maioria dos répteis é carnívora, alimentando-se de vários tipos de animais menores para se manterem vivos. Desta forma, eles têm desenvolvido instintos altamente oportunistas e predadores e, ao mesmo tempo, reflexos incríveis que os ajudam a caçar e capturar presas com movimentos rápidos. Lagartos, tartarugas, crocodilos e muitas cobras pegam a comida com a boca e mastigam ou engolem a presa inteira, mas outros répteis possuem métodos mais sofisticados. As cobras venenosas picam suas vítimas com rapidez e injetam nelas poderosas toxinas, matando-as ou paralisando-as. As cobras constritoras, como a píton e as jibóias, esmagam suas presas até a morte, antes de engoli-las, envolvendo seus anéis ao redor do animal, impedindo-o de respirar. Muitos répteis, como o crocodilo-de-estuário, capturam a presa com a boca, mastigando-a e engolindo-a completamente.
Pequenas espécies de lagartos possuem dietas variadas, entre elas, insetos e vários tipos de invertebrados. Muitas cobras comem rãs, pequenos lagartos, peixes, roedores e outros mamíferos pequenos. Mas alguns répteis têm dietas altamente especializadas, se alimentando quase exclusivamente de um único tipo de presa. A cobra americana egg-eating, por exemplo, como o próprio nome em inglês indica, come principalmente ovos, enquanto a naja se alimenta de outras cobras. Já as tartarugas-de-couro, as maiores tartarugas marinhas, se alimentam quase exclusivamente de água-vivas e outras criaturas marinhas de corpo mole. Alguns répteis, como espécies de tartarugas e jabutis, são herbívoros e se alimentam somente de plantas e frutas. A iguana marinha, por exemplo, se alimenta somente de algas das rochas localizadas debaixo da água. Outras, como as iguanas verdes terrestres, são onívoras e possuem uma dieta diária de plantas, insetos e outros pequenos animais.
Os grandes répteis, como as grandes cobras constritoras e os crocodilos, atacam e comem presas maiores, como porcos, veados, lagartos grandes e até seres humanos. As cobras, principalmente, podem engolir animais inteiros - ao desprender suas mandíbulas inferiores e esticar sua pele, elas podem ingerir animais bem maiores e mais pesados do que elas.

Os Sentidos dos répteis

Os répteis têm uma grande variedade de aparatos sensoriais que usam para localizar comida, companheiros e evitar os predadores. A maioria tem boa visão binocular, graças aos olhos posicionados na parte frontal da cabeça, e podem ver a presa a alguns metros de distância. Os olhos podem ser altamente especializados em alguns répteis - os camaleões têm olhos pouco comuns, localizados longe da cabeça, que se movimentam independentes para pesquisar os arredores e encontrar alimentos.Os répteis possuem os sentidos do gosto e do olfato muito desenvolvidos. Muitas cobras e lagartos localizam e caçam suas presas através destes sentidos. Eles captam partículas do ar, movendo a língua com rapidez, colocando-a num órgão altamente sensitivo no céu da boca, chamado de órgão de Jacobson. Os receptores desta pequena cavidade reconhecem e identificam mudanças químicas e concentrações nas suas proximidades, ajudando o animal a decidir qual direção está a comida ou o companheiro.
Algumas cobras, principalmente os pítons, jibóias e víboras como as cascavéis, usam pequenos buracos com sensores especiais localizados nas suas cabeças, que detectam o calor corporal dos prováveis animais de presa. Esse surpreendente aparelho é tão sensitivo que essas cobras podem encontrar e matar suas presas mesmo na escuridão total. Os crocodilos e jacarés possuem órgãos equivalentes, chamados de órgãos de sentido integumentares, que os ajudam a detectar ondas de pressão na água, permitindo-os saber a distância da presa -útil principalmente para os animais que não enxergam bem embaixo da água.

Mecanismos de defesa

Muitos répteis são procurados por outros animais maiores como alimentos, por isso muitas espécies têm evoluído mecanismos para se defender dos predadores. Algumas espécies são mestras em camuflagem e possuem um padrão de pele e cor que lhes permitem se disfarçar nos arredores. Cobras como a bela víbora do Gabão, por exemplo, podem ficar quase invisíveis. Algumas cobras, como a hog-nosed, fingem-se de mortas quando os predadores se aproximam, ficando imóveis a espera de que não sejam detectadas. Outras espécies possuem cores brilhantes para mostrar aos predadores que são perigosas. Algumas mais inofensivas, como a cobra real e a falsa coral podem até imitar as cores de parentes perigosos para enganar os predadores. O dragão-lagarto australiano possui uma pele esvoaçante ao redor da cabeça , fazendo-o parecer mais agressivo aos predadores.
Alguns mecanismos de defesa dos répteis podem parecer mais agressivos. Muitas espécies de lagartos, como o dragão-lagarto australiano, possuem cristas ao redor do pescoço que podem inchar-se ou levantar-se, fazendo-os parecer maiores e menos apetitosos - truque imitado e aperfeiçoado pelas espécies da cobra naja, que dilata seu pescoço quando se sente ameaçada. Já a espécie thorny devil está coberta por espinhos de aparência agressiva, outros répteis erguem suas patas frontais e incham seus corpos para parecerem maiores. Muitas outras cobras assobiam ou ficam de boca aberta quando são ameaçadas, atacando os possíveis intrusos. Os sinais de advertência também aparecem de diversas formas. Muitas cobras inofensivas exalam um mau cheiro através de glândulas especiais localizadas perto do rabo. Três espécies de naja, por exemplo, cospem fluidos venenosos que podem até cegar animais desprevenidos.
Alguns répteis são tão grandes e agressivos que quase não necessitam mecanismos de defesa quando são adultos. Grandes crocodilos e cobras constritoras têm poucos predadores naturais, pois seus tamanhos, suas impressionantes arcadas dentárias e seus músculos intimidam e assustam os curiosos.

Predadores da natureza

Ironicamente, o sucesso e abundância dos répteis no mundo animal fazem deles uma caça atraente para outros predadores. Além de serem comuns, eles são fáceis de ser capturados. Mesmo as cobras e lagartos mais rápidos correm perigo quando caçam em lugares abertos ou se aquecem sob o sol. Mesmo que os répteis tenham desenvolvido mecanismos de defesa, os predadores têm conseguido neutralizá-los. A maioria dos predadores de cobras tenta cansá-las e confundi-las com movimentos rápidos. Muitos deles são resistentes ao veneno da cobra do seu mesmo hábitat. Talvez o predador mais famoso seja o mangusto, que é capaz de caçar cobras venenosas, como as najas, com grande habilidade e sem medo.
Uma grande variedade de outros animais é capaz de comer algum tipo de cobra. Os pássaros, principalmente, são os maiores predadores das cobras e dos lagartos. Algumas espécies como o serpentário e o roadrunner são matadores especializados em cobras. Até mesmo os modestos ouriços pigmeus africanos incluem as cobras na sua alimentação. Um bom exemplo de um matador de répteis é o tubarão-tigre, que ataca e come grandes tartarugas marinhas, com concha e tudo. Os crocodilos também não ficam imunes - enquanto os adultos são ameaçados pelos humanos, outras criaturas, como os lagartos monitores, comem seus ovos.

Caçando

Apesar dos répteis serem comidos pelos animais silvestres, os seres humanos são a maior ameaça. O medo de cobras faz os humanos matarem até mesmo as espécies mais inofensivas, contribuindo para o declínio delas em muitos países. Este declínio tem causado problemas em algumas partes do mundo e a ausência de cobras predadoras aumentou o número das populações de roedores, causando grandes danos às plantações. Muitas outras espécies de répteis são alimentos procurados e a caça tem levado-os quase à extinção. Talvez o exemplo melhor e mais conhecido seja o da tartaruga-verde, consumida como carne pelos marinheiros e como sopa para os moradores ricos das cidades. Outras espécies como as iguanas, jabutis gigantes e até as jibóias têm sido procuradas pela sua carne e ovos. Desta forma, muitas espécies encontram-se ameaçadas de extinção. Répteis raros e terrestres só são encontrados apenas em alguns lugares.
Mesmo que algumas espécies estejam protegidas por lei em alguns países, é muito difícil evitar que elas sejam mortas, principalmente espécies de tartarugas marinhas que nadam milhares de quilômetros pelas fronteiras internacionais. Infelizmente, muitas espécies não são buscadas somente como alimentos. Como suas peles são muito valiosas, muitos dos répteis são comercializados em grandes quantidades para a fabricação de sapatos, bolsas e outros artigos da moda, durante décadas. Os crocodilos e as grandes cobras constritoras têm sofrido nas mãos de colecionadores de peles, enquanto as tartarugas e jabutis têm sido colecionados durante muito tempo por suas carapaças decorativas. De certa forma, a pressão sobre os crocodilos tem sido aliviada com a implantação de fazendas de criação em diversos países.
Mesmo assim, alguns répteis têm sido procurados como troféus pelos caçadores. O agressivo crocodilo australiano de água salgada foi caçado quase à extinção, até a implantação de leis de proibição na década de 70. Atualmente, é ilegal matar ‘salties’ (como são conhecidos em inglês na Austrália) em qualquer parte do país. Mas o medo constante dos ataques de crocodilos tem levado algumas pessoas a tentar que a caçada limitada seja reinstalada.
Apesar das medidas de proteção, muitas espécies de répteis ainda estão em perigo devido ao maior de todos os problemas: perda do hábitat pela construção, agricultura, mineiro, desflorestamento e seca dos pântanos, ameaçando assim a existência dos répteis no mundo inteiro.

Filmes sobre répteis

“Cobras. Porque tinham que ser cobras?” Esta foi a frase dita por Indiana Jones, enfraquecido em sua primeira aventura no filme “Os caçadores da Arca Perdida” em 1981, enquanto contemplava a idéia de entrar num fosso cheio de serpentes. O sentimento dele é um bom reflexo da imagem das cobras nos filmes, onde elas, com freqüência, aterrorizam até mesmo os aventureiros mais corajosos e irresponsáveis.
As cobras dos filmes não precisam ser venenosas para aterrorizar suas vítimas. O filme “Anaconda”, mais famoso talvez pela participação de Jennifer Lopez no papel principal do que pelo seu valor cinematográfico ou precisão biológica, apresentou uma sucuri gigante e hostil que reduzia o número de atores do elenco de forma gradual e aterrorizante. Um dos bons exemplos da forma como os produtores mostram as cobras pode ser visto em “Anaconda 2- A caçada da orquídea sangrenta”, filmado em Bornéu, onde não existe este tipo de espécie de réptil. Parece que as cobras, como os tubarões, raramente incentivam os diretores a deixarem que os fatos se intrometam no meio de uma boa (ou, mais provavelmente, uma má) história.
As cobras não são as únicas estrelas dos filmes. Recentemente, as tartarugas tiveram uma alta exposição no filme “Procurando Nemo”. Uma tartaruga marinha surfista era quem ajudava o pai do herói a encontrar a via para a Austrália. Os crocodilos também foram os astros do filme “Pânico no lago” em 1999, mastigando com prazer à maioria do elenco. Indiscutivelmente, foi Steve Irwin, especialista em crocodilos e astro da mídia que, através do filme “O caçador de crocodilos”, mostrou com mais nitidez a forma de vida dessas criaturas. A produção pode não ter sido uma das melhores, mas pelo menos mostrou os répteis como criaturas que precisam ser protegidas e não temidas. Somente por este fato, o filme pode ser considerado único dentro da história do cinema.

Fobias de Répteis

O medo generalizado aos répteis é chamado de herpetofobia. Apesar de existirem tipos mais específicos de fobias relacionadas aos répteis, o medo irracional às cobras -conhecido como ofidiofobia - é de longe o mais comum. Alguns psicólogos, incluindo Sigmund Freud, têm considerado o medo generalizado de cobras como uma condição humana universal, explicado com freqüência pelo fato de existirem razões práticas e boas para que os seres humanos sintam medo das cobras. As pessoas têm vivido uma proximidade mórbida com as cobras venenosas por milhares de anos, comentam os psicólogos, o que não surpreende as reações de hostilidade e medo.
Sendo este ultimo argumento legítimo ou não, o certo é que muitas pessoas têm tanto medo de cobras que se recusam a andar em gramas altos ou em outras áreas onde elas possam estar escondidas, inclusive em regiões onde se desconhece a presença delas. Muitas dessas pessoas não podem ver fotos ou assistir filmes de cobras sem ter reações de pânico. Alguns sociólogos argumentam que os anos de aprendizado sobre a periculosidade das cobras, reforçadas principalmente pelo cinema e a televisão que as apresentam de forma antipática, são os maiores responsáveis por estes tipos de reações, embora isto raramente explica porque algumas pessoas reagem de forma tão violenta. O tratamento de fobias de cobras ou qualquer outro medo patológico de répteis é normalmente o mesmo realizado em outros casos de medos irracionais, como pânico a voadores ou aranhas. A hipnose, a terapia comportamental e os medicamentos têm sido usados com sucesso. Muitos zoológicos oferecem cursos para tratar fobias de cobras, expondo a verdade sobre elas, mostrando-as e permitindo até que sejam tocadas.

Ataques dos répteis

A maioria dos répteis é calma e prefere escapar em lugar de atacar os humanos, mesmo quando é ameaçada. É mais provável que você morra num acidente de trânsito ou por uma picada de abelha do que por uma picada de cobra, não importando onde você morar. Mesmo assim, milhares de ataques às pessoas são registrados no mundo inteiro a cada ano, muitos feitos por cobras venenosas e não venenosas. Como esses ataques acontecem em áreas rurais afastadas e em plantações, é muito difícil fazer uma estatística correta. Muitas picadas de cobras não são reportadas, até mesmo as fatais. Segundo estimativas, 5 milhões de pessoas são picadas por cobras todos os anos, das quais 125.000 morrem por envenenamento.
Ásia, África e América do Sul são os lugares com maiores probabilidades para picadas de cobras, principalmente fatais. Estima-se que 35.000 a 50.000 pessoas morrem por picadas de cobra por ano somente na Índia, devido à enorme população do país e ao grande número de trabalhadores na agricultura e nas florestas, que podem ter um contato mais freqüente com cobras venenosas. Em muitas regiões, o desmatamento para a agricultura tem incrementado muito o número de roedores e rãs, atraindo grandes quantidades de cobras. Normalmente, muitos trabalhadores são picados nessas áreas por cobras muito bem camufladas, que se escondem na vegetação densa. As principais culpadas do alto risco nos países asiáticos são as najas e as jararacas, principalmente a perigosa Víbora de Russell. Na Índia, no Oriente Médio e na África, a pequena e agressiva víbora Echis carinatus é responsável por muitas mortes que acontecem anualmente.
A picada de cobra também acontece nos países do Primeiro Mundo, principalmente na América do Norte e Austrália. Mas graças ao bom atendimento médico e a disponibilidade de conseguir antídotos caros, é possível evitar o aumento do número de vítimas fatais. Mesmo sendo a Austrália o lugar que tem o maior número de cobras venenosas, o país possui um baixo percentual de mortes por picadas de cobras; em média, apenas uma morte por ano. Dos 8.000 casos de vítimas de cobras venenosas nos Estados Unidos, morrem entre cinco a dez pessoas anualmente, principalmente por picadas de cascavéis, copperheads e moccasins.
Os crocodilos também são outros répteis que podem atacar as pessoas. Centenas de indivíduos são mortos por crocodilos na África todos os anos, devido à invasão do seu hábitat pelo aumento da população humana. Na Austrália, os ataques dos crocodilos de água salgada atraem a mídia, mas são muito raros. Em média, apenas uma morte por ano é reportada, graças à boa divulgação sobre o seu hábitat e sua agressividade.

Répteis Assombrosos

Poucos animais estão rodeados de tanto mito e desinformação como os répteis. As cobras, principalmente, são alvo de muitas histórias exageradas, talvez devido ao medo e fascinação que elas causam. Muitas pessoas pensam que as sucuris são as maiores cobras existentes e que podem chegar a medir mais de 12 metros. Mas o verdadeiro recorde é de um píton fotografado na Indonésia em 1912, que mediu 10 metros. Em 2003, diziam que havia um píton capturado em Sumatra de 14.93 metros de comprimento, mas na verdade ele tinha apenas 6,40 metros - 8,53 metros mais curto do que a medida original.
Existem muitos fatos extraordinários associados aos répteis, e na maioria das vezes estão relacionados à sua longevidade. O réptil mais antigo conhecido foi um jabuti de Madagascar, apresentado à família real de Tonga em 1773 ou 1777. Seja qual for a data correta, ele viveu até 1965, chegando aos 188 anos de idade.
E a comida? Todo tipo de coisas estranhas já foi parar nos estômagos dos répteis, principalmente os humanos, que são lanches eventuais de crocodilos grandes e cobras. Apesar de que grandes cobras como os pítons e sucuris são capazes de engolir pessoas, estes tipos de ataques são muito raros. No entanto, as coisas que eles comem não são menos surpreendentes. Graças às suas mandíbulas soltas, peles e estômagos altamente elásticos, as grandes constritoras como os pítons podem comer alimentos bem maiores do que suas próprias circunferências, podendo até mesmo engolir gazelas e antílopes completos, inclusive com chifres.
O maior debate sobre os répteis está relacionado com as cobras venenosas. As pessoas sentem orgulho da periculosidade das suas populações de cobras, por isso não fácil de encontrar informação confiável. É difícil testar o poder relativo do veneno das cobras de forma útil e consistente, mas o que todos concordam hoje em dia é que o veneno de cobra mais poderoso do planeta é o da taipan australiana, Oxyuranus microlepidotus.