Preceitos - Magazine Eletrônica
Preceitos - Magazine Eletrônica
Página Inicial
Índice
Cinema
Fotos Desktop
Tudo do Brasil
Arnaldo Jabor
Holocausto
Orient Express


 
 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

 


Seus comentários e considerações sobre esta página:
 
Campos do Jordão - SP - Brasil
Pousada d'Ampezzo
Apartamentos com aquecedor a óleo, TV com controle remoto, rádio, telefone, frigobar e aquecimento central. Sala de jogos, sala de ginástica e estacionamento fechado. Ótima localização, a 4,5 km do centro. Brunch aos domingos com check-out às 15 hs.

Estadisticas y contadores web gratis
Oposiciones Masters
Uma Estrela a Mais
Uma Estrela a Mais

29 de março de 2000

Nova categoria de hotéis e resorts luxuosos espalha-se pelo mundo

O George V, em Paris: reforma para acrescentar tecnologia ao luxo

As redes internacionais de hotéis e resorts de alto luxo acham que cinco estrelas é pouco. Para convencer turistas endinheirados de que as diárias salgadíssimas valem cada centavo, estão adotando uma nova classificação mais estrelada para seus empreendimentos.


Querem ser chamados agora de seis-estrelas - ou cinco-estrelas plus. A terminologia não tem nenhum caráter oficial e funciona apenas como instrumento de marketing. Cerca de cinqüenta estabelecimentos ao redor do mundo já concederam a si próprios a estrela extra. São locais extravagantes, que chegam a cobrar diárias de vários milhares de dólares em troca de uma incrível série de comodidades. Os hóspedes se esbaldam em suítes servidas por mordomos, tomam sol em praias artificiais e passeiam por corredores decorados com telas legítimas de grandes mestres da pintura. A rede alemã Kempinski, que tem em seus planos a construção de um seis-estrelas no Brasil (veja quadro), é conhecida por ter o maior número de castelos transformados em hotéis na Europa. Uma de suas jóias é o deslumbrante Ciragan Palace, localizado em Istambul, na Turquia. O teto do salão de entrada do prédio, que já serviu como sede do Império Otomano, é enfeitado com ouro. Nas doze suítes mais luxuosas os hóspedes contam com serviço de mordomo, secretária e limusine. As diárias podem chegar a exagerados 7.500 dólares.

A grande concorrente mundial da Kempinski é a cadeia Four Seasons. Ela foi a responsável pela recente reforma do George V, em Paris, que é considerado uma espécie de Titanic dos hotéis. A comparação refere-se ao luxo, não ao naufrágio. Em seus momentos mais gloriosos, o local hospedou estrelas do quilate da atriz Rita Hayworth e dos presidentes americanos Richard Nixon e Jimmy Carter. Nos últimos tempos, o George V andava meio caído, fruto de setenta anos praticamente sem reformas. O hotel foi fechado em 1997 e passou por um grande processo de recuperação, que durou dois anos e custou 125 milhões de dólares. A operação manteve a fachada art déco do prédio, mas reconstruiu todo o interior. Somente 5% do que lá havia foi mantido, especialmente obras de arte, como esculturas de bronze e peças de madeira, caso de uma imponente lareira trazida de um castelo francês do século XVII. O George V reabriu suas portas recentemente. A diária mais barata, num apartamento de 45 metros quadrados, custa a bagatela de 550 dólares.

A definição de seis-estrelas é bastante elástica. Cabem nela desde os classudos e requintados hotéis europeus, caso do George V, como também os resorts exuberantes, com um pé na cafonice, que lembram versões da Disney Word. "A denominação é uma jogada de propaganda", desdenha Henry Maksoud, dono do Maksoud Plaza, um dos melhores cinco-estrelas de São Paulo. "Se eu quisesse, chamava meu hotel de sete-estrelas plus." Igualmente luxuosos, esses empreendimentos cinematográficos apostam no exagero para cativar os turistas. O primeiro estabelecimento do tipo foi o The Palace, inaugurado em 1992 em Sun City, na África do Sul. Localizado numa área de 250.000 metros quadrados, possui um hall de entrada inspirado na Capela Sistina, do Vaticano, e mistura elefantes com pirâmides na decoração. Sua piscina tem ondas, praia de areia e coqueiros em volta. Seus concorrentes espalham-se pelo mundo. O Atlantis, nas Bahamas, possui um aquário gigante, com 13.000 peixes. O Bellagio, um dos mais luxuosos hotéis-cassinos de Las Vegas, erguido a um custo de 1,6 bilhão de dólares, apresenta outro tipo de atração: uma galeria de arte com telas de pintores de primeiro time, como Monet, Renoir e Picasso. A visita ao local é grátis para os hóspedes. Nada mais justo para quem já está pagando diárias de até 500 dólares.

Torres suntuosas em São Paulo
O projeto: 85 milhões de dólares

São Paulo poderá ser a primeira cidade brasileira a abrigar um hotel seis-estrelas. A rede alemã Kempinski, dona de hotéis de luxo em vários países, já anunciou a intenção de investir 85 milhões de dólares na construção de um mega-hotel a ser inaugurado em 2002. O local escolhido fica no encontro das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Juscelino Kubitschek, um ponto valorizado na Zona Sul da cidade. O prédio de 25 andares terá 275 apartamentos e suítes, com diárias médias de 700 reais. É pouco mais do que atualmente se paga nos cinco-estrelas da cidade, como o tradicional Maksoud.

"Cerca de 70% de nosso público vai ser composto de executivos estrangeiros", diz José Ernesto Marino, presidente da BSH Consultoria Hoteleira, que presta serviços à cadeia alemã. No hotel paulistano, batizado de Kempinski Palace, a estrela a mais não virá de cenários mirabolantes, mas dos serviços. Isso significa restaurantes internacionais, heliponto, mordomos e limusines. "Num cinco-estrelas tradicional, somente os clientes de alguns andares recebem tratamento desse tipo", diz Marino. "A diferença de nossos hotéis é que eles oferecem essas regalias a todos os hóspedes."