Preceitos - Magazine Eletrônica
Preceitos - Magazine Eletrônica
Página Inicial
Índice
Cinema
Fotos Desktop
Tudo do Brasil
Arnaldo Jabor
Holocausto
Orient Express


 
 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

 


Seus comentários e considerações sobre esta página:
 
Campos do Jordão - SP - Brasil
Pousada d'Ampezzo
Apartamentos com aquecedor a óleo, TV com controle remoto, rádio, telefone, frigobar e aquecimento central. Sala de jogos, sala de ginástica e estacionamento fechado. Ótima localização, a 4,5 km do centro. Brunch aos domingos com check-out às 15 hs.

Estadisticas y contadores web gratis
Oposiciones Masters
Trem Fantasma
Trem Fantasma

18 de novembro de 1998

Atrasos e concorrência do avião põem fim ao Trem de Prata, entre Rio e São Paulo

O Trem de Prata: mais caro e demorado que os aviões da ponte aérea, será desativado pela segunda vez



O Trem de Prata, lendária composição noturna de passageiros no trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro, ressuscitada em 1994, está acabando pela segunda vez. Será desativado no final deste mês, pelo consórcio que o administra, formado pela Portobello, rede de hotéis de Angra dos Reis, e pela Útil, companhia de transportes rodoviários. As duas empresas, que alugam por 50.000 reais mensais os trilhos da Flumitrens e da Malha Sudeste, para permitir o trânsito de suas duas composições, decidiram que não vale mais a pena manter o serviço por múltiplas razões. Uma delas é a concorrência com a ponte aérea, cujos preços caíram muito desde que as companhias de aviação começaram a se engalfinhar numa disputa por passageiros em março deste ano. Hoje, um bilhete do Trem de Prata custa 96 reais. Às sextas-feiras, quando a procura é maior, a tarifa sobe para 120 reais. Enquanto isso, é possível encontrar lugar na ponte aérea Rio-São Paulo por cerca de 60 reais. E a viagem não leva cinqüenta minutos, contra nove horas da ferrovia.

Desde que voltou a funcionar, o Trem de Prata procurou recuperar a aura que teve nos velhos tempos. Foi equipado de cabines duplas, chuveiro de água quente nos banheiros, carro-restaurante, com decoração fiel à original, além de carro-bar, onde os passageiros passam parte da viagem conversando e ouvindo música. Mesmo incluindo no preço o jantar e o café da manhã, a idéia não funcionou como se imaginava. O Trem de Prata começou a sofrer atrasos freqüentes, em virtude de obras de manutenção nos trilhos ou do descarrilamento de outros trens. Algumas viagens chegavam a atrasar quatro horas, e não foram raros casos em que os passageiros tiveram de descer do trem, no meio da madrugada, para completar o percurso de ônibus, quando a linha férrea estava interrompida por um acidente. Dessa forma, os clientes sumiram. Há um ano, o Trem de Prata, que tem lotação de 76 lugares, saía de domingo a quarta-feira com cerca de trinta passageiros. Nos últimos meses, levava em média apenas sete.

Bom e barato
O desmanche do Trem de Prata não significa que o transporte ferroviário de passageiros é inviável no Brasil. Em países europeus é um serviço de qualidade, barato e muito procurado. A diferença é que lá o sistema ferroviário não passou pelo abandono em que se encontra aqui. Pelo contrário, são feitos investimentos milionários em modernização e construção de novas linhas. É essa a virada esperada a partir deste momento, em que toda a malha ferroviária brasileira acaba de ser privatizada, embora por enquanto o transporte de passageiros não seja uma prioridade. Na semana passada, a última estatal que restava no ramo, a Fepasa, foi arrematada por 245 milhões de reais, por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce e por fundos de pensão. Esse é um dos poucos setores em que a privatização ainda não deu os resultados esperados. Pelas metas firmadas perante o governo, a Ferrovia Novoeste, por exemplo, deveria ter transportado 2 bilhões de toneladas de carga por quilômetro ao ano entre a cidade paulista de Bauru e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Chegou a apenas 1,5 bilhão. No caso da Fepasa, foram prometidos investimentos de 250 milhões de reais nos próximos cinco anos.

**************************************

Parado, Trem de Prata sofre ação do tempo
05 de fevereiro de 2006

Fica atrás dos portões de ferro de uma estação da antiga RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.), em Juiz de Fora (MG), um patrimônio esquecido que a ação do tempo e dos vândalos trata de consumir aos poucos. O nome, um pouco empoeirado, permanece o mesmo: abandonado, sem manutenção, ali está, há quase oito anos, o Trem de Prata. Símbolo de glamour, a composição prateada, que fazia o trajeto São Paulo-Rio, circulou entre dezembro de 1994 e novembro de 1998. Na ocasião, os passageiros haviam rareado, muito pela concorrência de companhias rodoviárias e aéreas.

O trem, da década de 40, fabricado pela americana Budd, está sob a guarda da RFFSA, que, desde 1999, está em fase de liqüidação. A empresa informou apenas que nenhum trem será vendido. Enquanto nenhuma parceria é feita, o trem permanece encostado no pátio da estação de Francisco Bernardino da RFFSA. A aparência externa está conservada, graças à estrutura de aço inoxidável. Dentro, porém, o requinte e a limpeza deram lugar à sujeira, ao mofo e ao aspecto de abandono. O período sem uso fez do trem alvo de ladrões. Segundo relatos de quem o visitou, foram furtadas peças do sistema hidráulico, componentes dos freios, cadeiras de vime e parte dos colchões dos dormitórios. A RFFSA informou desconhecer os furtos.