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A Maior Ponte do Brasil
A Maior Ponte do Brasil



04 de fevereiro de 1998

Lerner inaugura a ponte que servia de símbolo das obras inacabadas no tempo da recessão

O governador Jaime Lerner inaugurou, na semana passada, a maior ponte fluvial brasileira e um dos símbolos das obras inacabadas no tempo da recessão.


Iniciada em 1985, durante mais de uma década a ponte alimentou promessas eleitorais não cumpridas de sucessivos candidatos. Construída sobre o Rio Paraná, perto de onde ficavam as Sete Quedas antes da formação do Lago de Itaipu, tem 3.598 metros de extensão, 196 pilares de sustentação, altura igual à de um prédio de seis andares e consumiu 7.000 toneladas de aço. Servirá de ligação entre as cidades de Guaíra, no Paraná, e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, uma região que até agora vivia praticamente isolada do restante do país. "A ponte é estratégica para o Paraná e para o Brasil", diz Lerner.

Projetada pelo governo federal, a ponte deveria ser usada, inicialmente, como passagem de serviço na construção da barragem da hidrelétrica Ilha Grande. A usina, no entanto, nunca saiu do papel, por falta de dinheiro. Durante mais de uma década, o esqueleto de ferro e concreto da ponte ficou abandonado nas duas margens do rio. "Pelo menos uns quatro ministros dos Transportes estiveram na região prometendo que iam construir a ponte", conta o prefeito de Guaíra, Manoel Kuba, do PPB. "As pessoas aqui já nem acreditavam mais que ficaria pronta um dia." O projeto só foi adiante depois que Lerner assumiu a responsabilidade por ele e o colocou entre as prioridades de seu governo. No total, o governo do Paraná entrou com 28 milhões de reais, contra 22 milhões gastos pelo governo federal.

Lerner se empenhou tanto na conclusão da ponte porque, como administrador, sempre investiu fortemente em transporte. A revolução urbana iniciada por ele em Curitiba tem como pilar o sistema de transporte coletivo que, hoje, é considerado o melhor do Brasil. No governo do Paraná, está repetindo a dose. Colocou em funcionamento a Ferroeste, uma estrada de ferro entre Curitiba e Cascavel, no oeste do Estado outra obra que ficou parada muitos anos. Também privatizou 2.380 quilômetros de rodovia e vai construir um novo terminal no Porto de Paranaguá. Tudo isso, somado a programas exemplares em áreas como educação, segurança e saúde, rendeu-lhe um dos mais altos índices de popularidade entre os atuais governadores.

A inauguração da Ponte de Guaíra traz impactos imediatos sobre a economia da região. Até a safra passada, a maior parte da soja de Dourados e municípios vizinhos em Mato Grosso do Sul era exportada pelo Porto de Santos, em São Paulo. Agora, com a nova ponte, sairá pelo Porto de Paranaguá. O frete será muito menor porque a distância é reduzida em 200 quilômetros. "Estamos armando a estratégia para o desenvolvimento do Paraná", diz Lerner. "O Estado está no coração do Mercosul, perto dos centros produtores e consumidores, e conta com uma logística excepcional."

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Maior ponte fluvial do Brasil em processo avançado (27 de setembro de 2008)

Segundo o consórcio Rio Negro , a obra está em pleno andamento e o próximo passo é o processo de fundagem na construção. Depois de cravar a nona estaca no vão do apoio principal, que fica no ponto 40 entre Manaus e Iranduba, a ponte do Rio Negro está com as obras em processo avançado, conforme informou o Consórcio Rio Negro, responsável pela obra.

De acordo com a assessoria do consórcio, alguns especialistas que vieram de São Paulo (SP) para fazer vistorias na construção do empreendimento, já consideram a obra como a maior ponte fluvial do Brasil.Segundo o consórcio, a obra está em pleno andamento e o próximo passo é o processo de fundagem na construção que tem início pelo município de Iranduba, mas por uma questão de logística, a parte mais avançada é a do lado de Manaus.

A ponte do Rio Negro, considerada por muitos como uma obra audaciosa, conta com 3,6 mil metros de extensão e a previsão do governo para a entrega da obra, que teve início em dezembro do ano passado, é de dezembro de 2010. O valor total da ponte está avaliado em R$ 574 milhões por meio de um convênio firmado entre o governo do Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que responde por 70% do valor do investimento.