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17 de dezembro de 1997

Aumento na venda de champanhe coloca o Brasil entre os maiores consumidores mundiais

Haja crise! O Brasil acaba de subir dez posições na lista dos países que mais bebem champanhe. Desde 1994, o consumo saltou de 290.000 para 500.000 garrafas, um aumento de 72%. O número deve dobrar até o ano 2000, segundo a previsão dos fabricantes, e não inclui as cerca de 120.000 garrafas que entram ilegalmente todo ano no país a maior parte contrabandeada através do Paraguai. A média nacional, uma garrafa de champanhe para 300 habitantes, ainda é irrisória quando comparada à de outros países. Nos Estados Unidos, bebe-se uma garrafa para treze habitantes. Na França, 2,5 garrafas por habitante. O aumento nos últimos anos, porém, foi expressivo o suficiente para catapultar o Brasil do 24º para o 14º lugar no ranking mundial.

Os números referem-se apenas aos vinhos espumantes fabricados na região de Champanhe, no norte da França os únicos autorizados a usar essa denominação. Além dos champanhes legítimos, os brasileiros estão consumindo neste ano cerca de 2 milhões de garrafas de espumantes de boa qualidade, que, embora usem o método clássico de fabricação da bebida adotado pelos viticultores de Champanhe, são produzidos em outros países ou regiões da própria França. Nessa categoria entram, por exemplo, a espanhola Codorníu, a francesa Opéra e a brasileira Moët Chandon, fabricada no Rio Grande do Sul.

Duas razões explicam o aumento no consumo de champanhe no Brasil. A primeira é a queda do preço provocada pela redução nas alíquotas de importação. Beber champanhe é um hábito caro, para poucos, mas o preço de uma garrafa de Veuve Clicquot, uma das marcas mais conhecidas no Brasil, caiu pela metade nos últimos quatro anos custa hoje cerca de 50 dólares. A segunda razão é que o consumo de champanhe, especialmente entre as pessoas mais jovens, já não está restrito a festas e comemorações especiais, como acontecia no passado. A mudança ocorre no mundo inteiro. Na Itália, o champanhe substituiu os tradicionais vermutes como principal aperitivo. Na Argentina, dificilmente um coquetel é servido sem champanhe. Também no Brasil se consome cada vez mais champanhe como aperitivo na happy hour ou nas refeições dos restaurantes mais caros, sem nenhum motivo especial. "Beber champanhe é um hábito elegante, feminino e serve para acompanhar qualquer tipo de comida", diz Mauro Marcelo Alves, autor de um livro sobre vinhos.

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Um bom champanhe ou um vinho espumante, é caracterizado por fiadas constantes de bolinhas ascendendo do fundo do copo até ao topo. Este gênero de vinhos - ao contrário do que se julga - não devem ser colocados na geladeira para serem resfriados; devem sim ser colocados, antes de serem bebidos, cerca de 20 minutos num balde de gelo até metade da garrafa.

Um champanhe vintage – denominado millésime na garrafa – significa que as uvas são de uma colheita de um ano específico. Um vinho que não seja vintage – NV no rótulo – significa que é uma mistura de vários anos, normalmente mais barato que o vintage. Um champanhe bruto é seco e combina com "hors d’oeuvres" e comidas muito condimentadas. Champanhe rotulado de extra-seco é um champanhe mais doce que o bruto e funciona muito bem como aperitivo, ou para acompanhar sobremesas. Um semi-seco é ótimo para acompanhar uma sobremesa.

Muito champanhe pode ser conservado por períodos de 3 a 4 anos, mas pode deteriorar-se se for conservado por mais tempo. O champanhe vintage (datado com o ano no rótulo) poderá conservar-se por mais tempo, mas não deve exceder os 10 anos.

Logo que uma garrafa de champanhe seja aberta, necessita que lhe coloquem uma rolha especial de metal. Contudo, existe um truque que mantém as bolhinhas do champanhe vivas: colocar uma colher de prata no gargalo com o cabo introduzido na garrafa, manterá o champanhe vivo na geladeira, durante cerca de um dia ou dois. Se pretende acompanhar de morangos, o champanhe Dom Pérignon Rosé de 1995 - uma séria demonstração do estilo e delicadeza desta marca - é o ideal, para não dizer o melhor e o mais exclusivo. Uma das marcas mais exclusivas e procuradas no momento é a marca de champanhe Cristal Louis Roederer; um vintage com uma qualidade aliada à edição limitada das garrafas disponíveis no mercado. Se desejar celebrar com este champanhe prepare o bolso.

Com os "hors d’oeuvres" e as entradas podem experimentar um vinho espumante Murganheira Millesimé bruto ou um champanhe bruto Nicolas Feuillatte. Com a sobremesa considerem um Piper- Heidsieck Red Label extra-seco, ou um champanhe Néctar Imperial Moet Chandon.