A terceira e a quarta são as etapas do sono profundo. Os batimentos cardíacos tornam-se mais lentos, a pressão sanguínea cai e os músculos relaxam. É quando o cérebro ordena que a hipófise, glândula localizada próximo à base do crânio, produza o hormônio GH. Durante uma noite bem dormida, essas fases vêm e vão. O sono que conforta é aquele que inclui de quatro a cinco passagens em cada um desses estágios. Escassas horas de sono, é evidente, significam menos tempo de descanso profundo - e, conseqüentemente, menor produção de GH. Pessoas como o ator Miguel Falabella, portanto, que dormem apenas quatro horas por noite, têm mais probabilidade de antecipar as inevitáveis rugas. É o tipo de gente que, no afã de viver intensamente, e não por contingência, acaba acelerando ainda mais o relógio biológico. Aos 43 anos, Falabella poderia adiar o puxa-aqui-estica-ali das plásticas se ficasse mais tempo na cama. Dormindo.
Não é novidade que o GH detém o processo de envelhecimento. O hormônio, inclusive, foi sintetizado em laboratório na década de 80. É vendido na forma de injeções para senhores em busca de um elixir da juventude. O Hospital das Clínicas de São Paulo chegou a realizar um estudo com homens de mais de 50 anos que consumiam a substância. Metade deles perdeu tecido adiposo, ganhou músculos e adquiriu vitalidade (para satisfação das respectivas patroas, é de se supor). No entanto, ela pode causar efeitos colaterais, como hipertensão e dor nas articulações - ironicamente, coisas de velho.
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Entende-se por envelhecimento as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares. Para detalhar mais um pouco, tais alterações acontecem nas moléculas e nas células que acabam por prejudicar o funcionamento dos órgãos e do organismo em geral. Pode-se dividir as causas de tal período levando em consideração a genética, o estilo de vida e o ambiente em que uma pessoa vive.
A genética explica o envelhecimento através da divisão das células (mitose), relata que nesse processo de divisão as seqüências de DNA se encurtam fazendo com que haja a perca progressiva da capacidade de renovação. O estilo de vida que uma pessoa leva pode contribuir bastante para o seu envelhecimento como, por exemplo, o sedentarismo que faz com que um indivíduo acumule gorduras, açúcares no organismo dificultando a ação dos órgãos. O ambiente também favorece ou não a longevidade de um indivíduo, já que a poluição, o abastecimento sanitário precário, o excesso de trabalho e outros fatores podem aumentar a probabilidade de envelhecimento precoce.
Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado idoso qualquer pessoa a partir de 60 anos de idade, mas vale lembrar que tal consideração é avaliada segundo o envelhecimento fisiológico, o que não impede uma pessoa de ser social e intelectualmente ativo. A saúde intelectual e física nesse processo é de grande valia. Esses podem ser equilibrados através de atividades sociais e de lazer que não deixa com que o indivíduo, em fase de envelhecimento, se sinta excluído da sociedade e incapaz de exercer funções.