São Paulo no Passado

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O MODERNISMO

Ainda na década de 20, refletindo a intensa urbanização e industrialização de São Paulo, realizou-se no Teatro Municipal a Semana de Arte Moderna. Era o ano de 1922 e uma nova vanguarda se consolidava na cidade. Essa vanguarda começou a aparecer anos antes, com Oswald de Andrade em 1912, recém chegado da Europa e com a exposição de Anita Malfati em 1917, que foi duramente atacada por Monteiro Lobato em famoso artigo no jornal O Estado de São Paulo. O artigo demolidor serve, entretanto, par que os jovens "futuristas" brasileiros, até então dispersos, isolados em pequenos agrupamentos, se unam em torno de um ideal comum: destruir as manifestações artísticas que remontavam ao século XIX, especificamente, no caso da literatura, o parnasianismo poético, medíocre e superado. Neste sentido, a exposição de Anita Malfatti funciona como estopim de um movimento que explodiria na Semana de Arte Moderna.


Organizadores da Semana de 22

Em 1920, os jovens paulistas descobrem as esculturas de Brecheret. Impregnadas de modernidade, constituirão uma das bandeiras da Semana, pois Brecheret fora contratado para realizar o Monumento às Bandeiras e ao apresentar às autoridades as maquetes da obra, tivera o trabalho recusado. Anos depois, o monumento seria erigido, tornando-se um símbolo de São Paulo e a escultura pública mais admirada no país.

Mas, naquele instante, o caso Brecheret fornece munição à rebeldia estética que germinava na capital paulista. Finalmente, em fevereiro de 1922, realiza-se em São Paulo a Semana de Arte Moderna. O objetivo dos organizadores era acima de tudo a destruição das velhas formas artísticas na literatura, música e artes plásticas. Paralelamente, procuravam apresentar e afirmar os princípios da chamada arte moderna, ainda que eles mesmos estivessem confusos a respeito de seus projetos artísticos. A Semana de Arte Moderna insere-se num quadro mais amplo da realidade brasileira. Vários historiadores já a relacionaram com a revolta tenentista e com a criação do Partido Comunista, ambas de 1922. Embora as aproximações não sejam imediatas, é flagrante o desejo de mudanças que varria o país, fosse no campo artístico, fosse no campo político.




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A REVOLUÇÃO PAULISTA

O período conhecido como "Era Vargas" foi caracterizado pela decadência do poder oligárquico e pela ascensão das elites urbanas ao poder. No entanto, as indefinições e ambiguidades que marcaram a formação do governo Vargas, reunindo elementos políticos e ideológicos diferentes, com interesses econômicos também diferentes, tiveram apenas um ponto em comum, retirar o poder das mãos da oligarquia cafeeira.

Essa situação de indefinição, onde a velha elite havia perdido o poder, mas a nova elite não o detinha efetivamente foi fundamental para que velhos adversários se unissem. As elites rural e urbanas de São Paulo, organizadas principalmente no velho PRP e no Partido Democrático.


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Cartaz de divulgação do papa-filas
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