A influência do PRP sobre o poder pode ser percebida praticamente desde a Proclamação da República. Apesar das contradições que marcaram esses dois primeiros governos do Brasil republicano, e de, muitos pretenderem a continuidade do "poder militar", a renúncia de Deodoro e a retirada de Floriano, mostram a força dos grandes cafeeicultores e de setores ligados a exportação. Esa força se mostrava crescente desde a proclamação da República e era percebida também entre os políticos civis: a política "industrialista" de Rui Barbosa, baseada no emissionismo, encontrou forte oposição das oligarquias, principalmente a paulista.
Apesar do forte controle exercido pelo poder central, as oligarquias estaduais tinham importância no mecanismo de sustentação política. No entanto, a maior contradição do período não estava na relação envolvendo as oligarquias centrais e regionais e sim os interesses rurais e os interesses urbanos. O desenvolvimento da produção e exportação de café foi responsável - desde o final do século anterior - pela acumulação de capitais, que foram investidos em diversas atividades econômicas, em especial na indústria, que, em um primeiro momento, tinha como função sustentar a sociedade cafeeira. È certo que o país não possuía um projeto de industrialização, ao contrário, enquadrava-se na "divisão internacional do trabalho", segundo o desenvolvimento do modelo expansionista e imperialista dos países europeus e EUA