São Paulo no Passado

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A partir de 1619, os bandeirantes intensificaram os ataques contra as reduções jesuíticas, e os artesãos e agricultores guaranis foram escravizados em massa. No entanto, muito antes de surgirem os primeiros aldeamentos na bacia do Prata, os paulistas já percorriam o sertão, buscando na preação do indígena o meio para sua subsistência. As reduções organizadas pelos jesuítas no interior do continente foram, para os paulistas, um presente dos céus: reuniam milhares de índios adestrados na agricultura e nos trabalhos manuais. No século XVII, o controle holandês sobre os mercados africanos, no período da ocupação do Nordeste, interrompeu o tráfico negreiro. Os colonos voltaram-se então para o trabalho indígena.


Esse aumento da procura provocou uma elevação nos preços do escravo índio, considerado como "negro da terra", e que custava, em média, cinco vezes menos que os escravos africanos.

Embora a caça ao índio tenha ocupado a atenção dos bandeirantes até meados do século XVII, desde os primeiros tempos da colonização houve tentativas de descobrir metais preciosos no sertão brasileiro. Ouro e prata eram, na verdade, a primeira coisa que os europeus procuravam em toda parte no período das grandes navegações

Ao final do período de União Ibérica, São Paulo viveu um movimento social inusitado, uma revolta, caracterizada como "nativista" e que passou para a história como "Aclamação de Amador Bueno como Rei de São Paulo". A noticia da restauração portuguesa, chegada a São Paulo apenas em 1641, fez com que grupos de espanhóis que viviam na região estimulassem um movimento popular que pretendia negar os direitos do novo soberano de Portugal sobre a região, aclamando Amador Bueno, de origem espanhola, como Rei de São Paulo. O próprio Amador Bueno recusava o título e a revolta perdeu força devido a ação dos padres beneditinos da cidade.




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ALARGAMENTO TERRITORIAL

A partir de 1700, é iniciado no Brasil um processo de alargamento de suas fronteiras com o objetivo de dominar e exterminar os indígenas e as missões dos jesuítas espanhóis, mapeamento do território brasileiro, mineração de ouro e esmeraldas além de outros metais e pedras preciosas, e obtenção de mão-de-obra escrava. As Entradas e Bandeiras surgiram predominantemente em um período em que o Brasil já contava com inúmeros centros populacionais espalhados pelo seu territórios. Os movimentos originaram-se no nordeste para a região do amazonas e posteriormente para o centro do país. Por outro lado, as Bandeiras partiram de São Vicente, em São Paulo, em direção ao Rio Grande do Sul, além de incursões pela região Centro-Oeste.


O movimento de Entradas antecedeu às Bandeiras, e ambos possuíram características diversas entre si. Um dos efeitos mais importantes do bandeirismo de prospecção foi a descoberta das regiões "das minas gerais" que, já no início do século XVII passou para administração direta da metrópole, onde os interesses dos portugueses se tornaram predominantes. Os mineradores individuais, normalmente de origem paulista, denominados faiscadores se mantiveram a margem das grandes propriedades e do processo de enriquecimento. Tal situação foi responsável por inúmeros conflitos entre portugueses e paulistas, destacando-se a Guerra dos Emboabas. Derrotados, os paulistas deslocaram-se através do rio Tietê e afluentes, em busca de outras áreas de mineração, ocupando regiões mais a oeste, em um movimento denominado de "monções", responsável pela ocupação de territórios de Goiás e mato Grosso, se tornaram principalmente rotas de abastecimento.


O século XVIII portanto foi caracterizado pela diminuição gradual da atividade bandeirante, devido a maior presença da burocracia portuguesa na região, ao desenvolvimento da mineração e a manutenção do escravismo africano sob controle português. Ao mesmo tempo, conforme as regiões mineradoras se desenvolviam, suas necessidades de alimentos e animais aumentavam, fato que possibilitou a atividade criatória no sul da colônia, fazendo de São Paulo ponto de passagem de animais para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Muitas cidades surgiram no interior, onde se destacou a feira de Sorocaba. Na capital a passagem das tropas, ou mesmo o comércio de animais se tornou intenso Entre os séculos XVIII e XIX São Paulo teve sua importância reduzida, dada a decadência da produção aurífera. Somente em meados do século é que a região voltaria crescer com o desenvolvimento da cafeicultura.


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