São Paulo no Passado

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Na década de 40 o prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu "Plano de Avenidas", com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.

Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba). A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes.


PRIMÓRDIOS

A expedição comandada por Martin Afonso de Souza partiu de Portugal em dezembro de 1530, com duas missões, percorrer o litoral brasileiro em busca de novas riquezas e iniciar a colonização das terras. No início de 1532 o grupo comandado por Martin Afonso chegou a São Vicente, onde pretendiam executar a última etapa de sua missão. Entre as diversas razões da escolha estão o clima, o fato de existirem portugueses na região - João Ramalho e Antonio Rodrigues - e ter-se iniciado uma tentativa para se atingir as minas de prata do Peru.




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A Vila de São Vicente foi fundada em 1532, antes mesmo da distribuição das Capitanias Hereditárias pelo rei, que dois anos mais tarde a manteria com Martin Afonso. A prosperidade de São Vicente esteve vinculada a produção canavieira e a ajuda financeira do Estado português, no entanto, a partir de 1549, com a instalação do governo geral na Bahia e o aumento da produção de açúcar no nordeste, a capitania tornou-se secundária.

Em 25 de janeiro de 1554, os padres jesuítas Nóbrega e Anchieta fundaram o Real Colégio de São Paulo, fato que contou com a importante colaboração de João Ramalho. Ao redor do Colégio se desenvolveu uma pequena vila que, aos poucos, foi recebendo grupos marginalizados que chegavam de São Vicente e procuravam terra para se fixar.


BANDEIRISMO

Essa "vocação interiorana" era alimentada por uma série de condições geográficas, econômicas e sociais. Separada do litoral pela muralha da serra do Mar, São Paulo voltava-se para o sertão, cuja penetração era facilitada pela presença do rio Tietê e de seus afluentes que comunicavam os paulistas com o distante interior. Além disso, apesar de afastada dos principais centros mercantis, sua população crescera muito. É que boa parte dos habitantes de São Vicente haviam migrado para lá quando os canaviais plantados no litoral por Martim Afonso de Sousa entraram em decadência, já na segunda metade do século XVI, arruinando muitos fazendeiros.


No final do Séc. XVI, começou um movimento para o interior, pois o Governo Geral deu impulso à busca de ouro e prata, dando um caráter oficial às bandeiras. E ainda, após choques com os colonos, os jesuítas fundaram missões (reduções) no interior. Isso despertou a cobiça dos bandeirantes, pois existiam milhares de nativos acostumados ao trabalho agrícola, muito mais valiosos que os 'índios bravos'. Dessa forma começaram a atacar as reduções.

Em 1580 se iniciou a "União Ibérica", fato que ampliou os choques de interesses entre grupos de portugueses e espanhóis; foi nesse quadro que a atividade bandeirante se desenvolveu, caracterizada principalmente pela preação do índio, principalmente nos grandes aldeamentos de jesuítas, em especial os aldeamentos de espanhóis, em regiões do interior como Guairá, Itatim e Tape, próximas aos rios da Bacia do Prata.


Passeio no centro de São Paulo na década de 20
Estacionamento de carros na praça da Sé, nos anos 20
Corrida de carros - 1924
Colisão nas ruas de São Paulo
Colisão nas ruas de São Paulo