O Holocausto de seis milhões de judeus europeus durante a 2ª Guerra Mundial foi um dos fatos mais terríveis da humanidade, porém esse acontecimento deveria ser esperado. Afinal, a Europa foi acumulando aversão aos judeus durante séculos. Toda essa hostilidade crescente chegaria, mais cedo ou mais tarde, a um ponto de ebulição.
Adolf Hitler chegou ao poder num momento em que o ódio contra os judeus era intenso, e ele se aproveitou para canalizar todo esse ódio ao seu plano de extermínio dos judeus. Durante os anos do governo nazista na Alemanha, os judeus perderam sua cidadania e se tornaram seres humanos sem direito a refúgio e a uma mínima dignidade. Tal política sistemática de desprezo aos judeus foi a etapa necessária para iniciar o extermínio. O ódio europeu aos judeus finalmente alcançou seu ponto de ebulição.
Há evidências históricas de que desde o começo da guerra os Aliados tinham algum conhecimento do extermínio dos judeus em campos de concentração. É provável que se a suspeita de extermínio envolvesse suíços ou escandinavos, os Aliados tivessem adotado medidas mais enérgicas para apurar e comprovar os acontecimentos nos campos de concentração — sem mencionar medidas para deter as matanças. Mas não houve reação e interesse necessário, pois os massacrados pertenciam a um grupo desprezado por todas as nações.