Sinopse:
Dr. Alberto Gonzaga, engenheiro, é designado para trabalhar na construção da Transamazônica. Ele é viúvo e tem uma filha, Elvira, de 19 anos. Ela é esquisita, não tem amigas, gosta praticar esportes violentos. Como o pai não quer levá-la e receia deixá-la morando sozinha no Rio, ele a conduz para um pensionato em Jacarepaguá. Elvira não gosta da idéia, mas acaba se conformando. A diretora do local, Madame Grignac, é mulher cultíssima e está interessada em dr. Alberto. No local, moças vagueiam seminuas pela casa. Elvira vai viver em um quarto com mais três donzelas, Lili, Olga e Carmen. Enquanto suas companheiras se despem na frente umas das outras, Elvira é muito recatada. Ela nem ao menos toma banho de piscina, e usa uma camisola até os pés. Uma forte amizade surge entre ela e Carmen. Um médico vai ao pensionato fazer uma palestra sobre educação sexual. Carmen o inquire sobre a atração entre pessoas do mesmo sexo. O palestrante diz que isso é coisa de gente tarada. Certo dia, não contendo os instintos, Elvira dá um beijo na boca da amiga. Esta fica muito perturbada. À noite ela tem um pesadelo, onde é acusada de tarada. Carmen procura o médico e narra seu problema. O profissional diz que toda a humanidade é tarada, em menor ou maior escala. Na Amazônia, dr. Alberto recebe um telegrama da filha, pedindo que regresse urgentemente. Elvira o recebe no aeroporto e fala da necessidade de ir a um médico. Após consulta, o veredicto: Elvira é hermafrodita. Quando mais nova tinha predominância feminina, mas com o passar do tempo a porção masculina começou a suplantar a outra. Bastam agora injeções de hormônio e a prática de esportes viris, para que a nova identidade se estabeleça. Elvira vira homem. Ela/Ele vai ao pensionato contar as novidades para as companheiras. De terno, a personagem precisa se acostumar com sua nova condição. Muito apaixonada por Carmen, e vice-versa, elas se casam e têm muitos filhos.
Comédia/80 min.